Texto adaptado da Revista Construção & Cia. Edição 26 - janeiro de 2007

Tocar a obra por conta própria pode parecer mais barato, e a chance de se incomodar é maior.

Na hora de construir um imóvel surge a dúvida: Cuidar de tudo sozinho ou deixar nas mãos de empresas especializadas? As duas opções têm vantagens e desvantagens, que precisam ser bem conhecidas para se evitar problemas como estouro no orçamento, atraso na obra e muita incomodação. Em relação ao custo, há divergências. As empresas afirmam que o custo é praticamente o mesmo de quem constrói sozinho. Já quem optou por tocar a obra garante que economizou. A divergência está em relação às variações que uma obra pode ter, principalmente no acabamento.

Seja contratando um arquiteto e sua equipe de trabalho ou optando por uma empresa, o básico é a formalização de um contrato. Quem dá a dica é o Procon (Procuradoria de Defesa do Consumidor). “Deve ser estipulado preço, prazo e todas as características do serviço. Ele será um instrumento do consumidor para, se precisar, acionar o prestador de serviço na Justiça”, explica a advogada do Procon, Elizandra Pareja. Segundo ela, outra precaução deve ser quanto à idoneidade dos autônomos (arquitetos, engenheiros e pedreiros) e da empresa. “Pedir referências, ver a tradição no mercado, conversar com quem já tenha feito obras com eles e checar a veracidade de endereços e números de telefones fornecidos são medidas simples que garantem proteção. Além disso, se houver dúvidas, deve-se também consultar o Procon, que ajuda até na formalização do contrato”, sugere a advogada.

Segundo Pareja, as chances de problemas são maiores quando o contrato é feito com pessoa física, mas os deveres são iguais aos de uma empresa. “A pessoa física também e considerada fornecedora quanto tem a habitualidade do serviço prestado. Com isso, tem que responder na Justiça como se fosse uma empresa”. Quem opta por contratar uma empresa transfere a responsabilidade e as preocupações. Carla Boabaid, gerente da J.A. Baggio Construtora, explica que o cliente só tem que participar das reuniões e se preocupar em planejar o pagamento, que pode ser feito em até 72 vezes. “Dependendo do padrão da casa pode até ser o mesmo preço de quem constrói sozinho, mas a incomodação é bem menor para o cliente”, alega, dizendo que a empresa cuida também da documentação, como o alvará e o registro do imóvel.

Quem assume por conta a obra tem entre as desvantagens ter que comprar os materiais de construção e acabamento, o que exige uma via-sacra pelas lojas e intensa pesquisa de preços. No entanto, até para isso já existe solução. Empresas fazem esse trabalho prometendo economia de 10% a 15% em relação ao cliente comprar sozinho no mercado. “Conseguimos a economia porque compramos para várias empresas, fazemos pesquisas e conhecemos os fornecedores com os melhores custos”, diz André Augusto Choma, diretor da Projexpert. O advogado Robson Galvão é um exemplo de quem optou por fazer a reforma de um imóvel amparado por um arquiteto e a consultoria de compras, em vez de recorrer a uma construtora. Segundo ele, a economia foi grande. “Consegui fazer a obra por cerca de R$ 400 o metro quadrado”. Ele reconhece, no entanto, que se incomodou, principalmente porque tinha que ir todo dia na obra e deixar de lado o que estava fazendo para resolver problemas na construção. “Mas prefiro assim porque acompanhava de perto e pude conseguir a finalização em tempo”.

Mas contratando uma construtora no regime de administração, por exemplo, o valor cobrado pela construtora não significa necessariamente um acréscimo no custo final da obra. Isso porque uma construtora consegue preços melhores e  condições de pagamento facilitadas, devido ao seu grande volume de compras para várias obras. Outro benefício que muitas pessoas esquecem de computar é o tempo que elas economizam ao contratar uma construtora. Muitas vezes o tempo dessas pessoas custa muito mais do que o preço que as construtoras cobram para administrar sua obra.

Recebi o texto abaixo por e-mail, e neste caso, não era nenhuma corrente nem piada. É um texto bem interessante. E com o tão divulgado sequestro da menina Eloá em Santo André - tema que o texto aborda, queria voltar ao assunto já comentado anteriormente no post “Bandido Celebridade“. Queria mais uma vez falar sobre o sensacionalismo exagerado da mídia e do abusos que são cometidos nestas situações. E este texto veio na hora certa, abordando o tema e apresentando um conteúdo muito mais útil para nossas vidas.


A IMPORTÂNCIA DO NÃO!
Criando um monstro

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… nada?

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: “ela não quis falar comigo“. A garota disse Não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser comparado como um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e fala descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou à polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO!!! Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.

Os pais dizem, “não posso traumatizar meu filho“. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer NÃO, você não pode bater no seu amiguinho. Você NÃO vai assistir a uma novela feita para adultos. Você NÃO vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Você NÃO vai passar a madrugada na rua. Você NÃO vai dirigir sem carteira de habilitação. Você NÃO vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Essas pessoas NÃO são companhias pra você. Hoje você NÃO vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Aqui NÃO é lugar para você ficar. Você NÃO vai faltar na escola sem estar doente. Essa conversa NÃO é pra você se meter.NÃO, com isto você não vai brincar. Hoje você está de castigo e NÃO vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOs crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O NÃO protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
(Autor anônimo)

Li no site da FAPERJ uma matéria sobre uma pesquisa que está viabilizando o uso das cinzas do bagaço da cana de açucar e da casca do arroz como matéria prima para a fabricação de concreto. A idéia é substituir até 20% do cimento que é utilizado na preparação do concreto, assim contribuindo para a redução das emissões de CO2, já que a indústria do cimento é uma grande poluidora.

A idéia de incorporar certos resíduos como insumos na construção cívil não é nova, e sempre surgem novas idéias de como aproveitar melhor os rejeitos de outras industrias. Mas neste caso, da bagaço da cana de açucar e da casca de arroz, o uso destes resíduos gera uma melhoria ao concreto, sem falar na redução de custos. O aspecto visual, a resistência e a trabalhabilidade do concreto permanecem semelhantes ao concreto convencional. Porém a durabilidade do concreto com cinzas do bagaço da cana e da casca do arroz é superior, pois como as cinzas são mais finas que o cimento, o resultado final é um concreto mais compacto.

Portões Abertos

Neste domingo dia 12 de outubro, na Base Aérea de Florianópolis, vai ocorrer mais uma edição dos Portões Abertos, evento gratuito que visa integrar a base junto a comunidade. Haverá aviões em exposição, vôos rasantes, paraquedismo, acrobacias entre outras atividades. No local é montada uma praça de alimentação e também uma série de atividades de recreação para as crianças. Neste mesmo final de semana, também está sendo realizado o VII Encontro Nacional de Aviação Virtual, evento promovido pela ABRAVIP.

Para quem curte um pouco de aviação, vale a pena dar uma passada por lá!

Sky Bridge - Malásia

Li um texto sobre esta ponte no site do Engenheiro Ênio Padilha e fui atrás de mais informações, pois fiquei impressionado pelo pouco que vi.

Esta bela ponte foi construída no arquipélago de Langkawi, Malásia, e foi finalizada em 2004. Ficando a quase 700 metros acima no nível do mar, ela tem mais de 125 metros de comprimento e 1,8 metros de largura, proporcionando uma vista espetacular por quem passa por ela. A ponte possui uma enorme coluna central feita em aço ficando suspensa por oito cabos de aço ligados a esta coluna.

Não é uma ponte para o céu, mas não fica longe da idéia! A Sky Bridge oferece vistas magníficas do Mar de Andaman e das Ilhas de Tarutao. Ela se diferencia de outras pontes por sua curvatura única e posição privilegiada oferecendo perspectivas distintas das paisagens.

Infelizmente não achei mais informações sobre sua estrutura, e sua construção. Se você conseguiri descobrir algo deixe um comentário ai. Para ampliar as fotos basta clicar nelas.

Administração do Tempo

Este é um tema que acredito ser do interesse de todos, afinal, o tempo não se compra e infelizmente não podemos guardá-lo. Portanto só nos resta administrá-lo com sabedoria. Esse foi o tema do curso que fiz com o Ataníbio e se encerrou hoje, oferecido pela Associação Nova Acrópole e Midhas Consulting.

O curso abordou algumas técnicas de como organizar e administrar melhor o tempo que temos disponível, porém focou mesmo na parte comportamental do ser humano, nas nossas atitudes e como devemos agir e pensar em relação ao tempo que temos.

Mas o que é o tempo? O tempo não pode ser armazenado. Ao tempo só nos resta utilizá-lo, se não ele passará. O tempo é nosso capital, pois é “gastando” ele que ganhamos dinheiro. O tempo é a nossa vida, pois o limite do nosso tempo é o limite da nossa existência. Então não devemos desperdiçar o nosso tempo com atividades sem objetivos, com atividades que não são importantes.

A administração do nosso tempo é muito mais uma questão de pequenas atitudes do que uma coleção de receitas prontas. Antes de pensarmos em planejar e administrar o tempo, é preciso que estejamos determinados e motivados a fazer isto. Se não será apenas uma perda de tempo. E como resultado, administrar o tempo melhora a rentabilidade e eficiência dele, graças ao planejamento que adotarmos.

Gostei muito do curso, prático e objetivo com temas muito bem abordados. Para aqueles que se interessaram, eu recomento o curso.